
GM demite temporariamente 1.300 pessoas na Factory ZERO, em Detroit, em meio a demanda fraca por EVs e custos de produção crescentes.
General Motors fechou temporariamente 1.300 vagas na fábrica Factory ZERO, em Detroit, refletindo demanda ainda mais fraca por veículos elétricos. As demissões entraram em vigor em 16 de março e o retorno dos trabalhadores está previsto para 13 de abril, segundo a empresa.
A medida ocorre após a GM anunciar, em outubro, a demissão de 3.400 funcionários em plantas de EV e baterias, como parte de ajustes para alinhar produção ao mercado e reduzir perdas associadas aos veículos elétricos.
- Ajuste de produção: a demanda mais fraca levou à demissão temporária de 1.300 funcionários na Factory ZERO.
- Impacto de incentivos: a eliminação do crédito de US$ 7.500 para compradores e locatários alterou a estratégia de venda e o estoque de EVs.
- Foco no combustível: montadoras, diante de incerteza, recuam para veículos movidos a gasolina, que costumam ter maior margem de lucro.
O cenário também aponta para maior produção de pickups a gasolina por parte da GM e de rivais, como a Ford, como forma de manter rentabilidade diante da demanda volátil por EVs.
Outros elementos de incerteza incluem custos crescentes de fabricação de EVs e a volatilidade dos preços da energia, agravados pelo ambiente de alta volatilidade no petróleo. Analistas destacam que a trajetória da demanda por EV permanece incerta, com potenciais quedas de preço da energia capazes de estimular um eventual repique de demanda.
A ação de Factory ZERO faz parte de um recuo mais amplo na estratégia de EV da GM: a empresa cancelou a BrightDrop, redesenhou planos para produzir a próxima geração do Cadillac CT5 movido a gasolina na planta de Lansing e reverteu planos de fabricar unidades de propulsão EV em uma instalação de transmissão em Toledo.
Em síntese, a GM sinaliza que a transição para EVs pode caminhar sob maior cautela, atrelada a custos e incertezas de mercado que afetam a linha de produção e o portfólio de veículos.
Qual é a sua leitura sobre esse movimento da GM? Você acredita que as demissões são temporárias ou indicam uma mudança estrutural na estratégia da empresa para EVs?






