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EU fica três anos atrás da China nas vendas de EVs — caminho claro para encerrar a lacuna até 2030

EU fica três anos atrás da China nas vendas de EVs — caminho claro para encerrar a lacuna até 2030

UE está três anos atrás da China em vendas de veículos elétricos, mas metas de 2025 e a indústria de baterias podem fechar a diferença até 2030, diz estudo.

Um relatório da T&E (Transport & Environment) aponta que a União Europeia está três anos atrás da China nas vendas de veículos elétricos, em uma corrida global contra o tempo para liderar as cleantech do futuro.

Neste artigo
  1. Como chegamos a essa lacuna?
  2. O que pode fechar a distância até 2030
  3. Contexto geopolítico e o papel das políticas
  4. Tarifas e estratégias para a China

Como chegamos a essa lacuna?

O estudo relembra que, em 2020, Europa e China estavam quase empatadas na participação de EVs. A distância se ampliou após 2022, quando padrões de CO2 automotivos mais fracos no bloco ajudaram a China a manter o ritmo. Hoje, com metas mais ambiciosas para 2025 e com 70% dos EVs vendidos na UE também fabricados na UE, a distância é calculada em três anos, segundo a análise.

O que pode fechar a distância até 2030

Os autores defendem manter políticas consistentes e o financiamento para impulsionar a indústria europeia de baterias e avançar com as metas do Green Deal. Com isso, não apenas a qualidade do ar pode melhorar — como mostram exemplos de países com alta penetração de EVs — mas também a redução da dependência de petróleo importado, já que oito milhões de carros elétricos europeus em 2025 cortaram cerca de 46 milhões de barris de petróleo.

Contexto geopolítico e o papel das políticas

Em meio a inseguranças de suprimento e preços elevados, acelerar a transição elétrica se torna estratégico. Um dos representantes da T&E enfatiza que os EVs são uma alavanca para reduzir a dependência do petróleo, e que retardar a regulação não é a solução; é preciso acelerar para manter a Europa na corrida pela liderança em veículos elétricos.

Tarifas e estratégias para a China

A disputa no setor de cleantech levou a tarifas de até 35,3% sobre EVs chineses em 2024, após investigação que apontou subsídios injustos. Em janeiro de 2026, iniciou-se uma evolução para uma estratégia de precificação mínima para grandes fabricantes chineses.

Conclusão: a trajetória ainda permite que a Europa recupere terreno até 2030 com políticas estáveis e investimentos na cadeia de valor de baterias.

Comente abaixo: você acredita que reforçar os padrões de CO2 pode acelerar a liderança europeia em EVs, ou há outros fatores que podem mudar esse cenário?

Autocar Motor

Apaixonado por automóveis e velocidade desde cedo, mergulhei no universo sobre rodas muito antes de conquistar a primeira habilitação. Com um olhar atento ao que há de mais novo nas estradas, dedica-se a transformar a complexidade da indústria automotiva em conteúdo claro, dinâmico e direto ao ponto.