
Lotus planeja exportar EVs para o Canadá sob regime de tarifa reduzida, buscando ser a primeira marca chinesa a vender no país com a nova regra.
Lotus Cars pode se tornar a primeira marca chinesa a vender veículos elétricos no Canadá, sob um novo regime tarifário que facilita a importação de EVs da China com uma cota específica e tarifa reduzida.
O programa prevê uma quota de até 24.500 EVs recebidos entre 1º de março e 31 de agosto, com tarifa reduzida de 6,1%.
Segundo a CarNewsChina, a Lotus está preparando exportações para o Canadá assim que o governo canadense publicar as diretrizes finais de implementação do regime de tarifas.
Estratégia de entrada: por que Lotus?
Embora carregue herança britânica, a Lotus faz parte do portfólio da Geely, que tem adotado uma estratégia de mercados globais para reduzir barreiras regulatórias. Em vez de vender “EVs chineses” com marcas próprias, a Geely coloca veículos sob marcas globais já reconhecidas.
Rede de varejo já instalada no Canadá
A Lotus já opera com uma rede de concessionárias: seis pontos de venda no Canadá, com lojas em Vancouver (British Columbia), e a operadora Grand Touring Automobiles atendendo Toronto, Oakville, Maple e Calgary, além de Lotus of Montreal (Quebec).
Contexto do ecossistema Geely
Especialistas do setor apontam que o caminho pode passar pela presença de MG Motor (marca da SAIC) e Lotus como pontos de entrada, antes da expansão com Lynk & Co e Zeekr, conforme a demanda de mercado e a maturidade da tecnologia.
Impacto para o Canadá e o setor automotivo
Essa abertura regulatória, articulada entre o governo canadense e a China, pode acelerar a entrada de modelos elétricos chineses sob marcas globais, impulsionando a jornada de neutralidade de carbono no Canadá.
Observação estratégica: se a Lotus avançar sob essa tarifa, não será apenas o lançamento de um veículo, mas o gatilho de uma estratégia de portfólio global movida pela produção chinesa.
Para contextualizar, a presença da Polestar já é robusta em grandes cidades canadenses, com modelos como o 3 e o 4, e o Polestar 2, produzido na China, sendo citado como potencial candidato a entrada no país.
O que isso significa para você?
Você acredita que usar marcas globais já consolidadas para acelerar a entrada de EVs chineses no Canadá é a melhor estratégia? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua visão.






